Graphic Novel: Habibi – Craig Thompson

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O artista Craig Thompson com seu quadrinho Habibi desafia as regras do cenário de Graphic Novel. O mesmo autor de Blankets deu uma entrevista sobre o seu novo trabalho:
Habibi é uma história intemporal no sentido amplo sobre amor, recorrendo às religiões esotéricas”. Habibi aborda o cotidiano de Dodola e Zam; ela uma sherazade vendida ainda criança e agredida quando tentou fugir para salvar a vida de um bebe negro, Zam adotou o bebê como filho, amigo e companheiro tenta livrar o mundo do mal e revela os segredos da vida da terra e a vida celeste através de profecias.
Com 600 paginas essa obra é impecável em seu design e narrativa gráfica, mantendo a atenção do leitor em cenário criativo. Habibi é sublime em sua pesquisa visual e narrativa sendo uma ligação forte entre duas culturas; a cristã e a muçulmana, o antigo e o moderno. 
É uma confluência de varias artes: Caligrafia árabe, desenhos animados franceses e quadrinhos underground americanos (Chester Browne Joe Sacco) as pinturas de Blake e as composições e a arte de Khalil Gibran. A união de desses elementos criam um colcha de retalhos agradável e controlada pelo artista, de forma nessa obra de quadrinho; brilhante e divertida .
A editora espanhola Astiberri recebeu vários elogios pelo trabalho.
Em entrevista na divulgação da Graphic Novel nos Estados Unidos, Thompson disse que a historia é de dois sobreviventes que permanecem em um barco ancorado no meio do deserto, um lugar onde passava um rio. “O conceito visual e formas estavam todas em minha cabeça e tudo se desenvolveu como um conto de fantasia ou sonho tive que descobri um jeito de colocar tudo no papel como contar as historia moldá-las” explica o autor, as suas referencias foram os contos As Mil e Umas Noites onde um narrador (personagem) é obrigado contar historias para sobreviver,” abordei essa ideia de contar uma historia pelo não e porque correr risco de vida, mas para dar esperança e conforto para o órfão” .
Craig Thompson nasceu em Michigan em 1975 e essa historia tem um pouco de memórias autobiográficas. Para conceber teve reconhecer e alimentar com ideias um pequeno circulo de leitores/amigos muçulmanos; esses tiveram uma ótima receptividade. Um deles ajudou a tradução de algumas partes de língua árabe, e outro me aconselhou sobre a ética aceitável árabe e outro alimentou a paixão pelas poesias árabe de forma sutil. Evitando padrões de desenvolvimento conhecido, procurou-se criar um novo mundo com novas regras, como se fosse uma narrativa de filme.
“Eu sempre quis historias se passem sem tempos estipulado ou indeterminado ou de uma geografia sem ser determinada. Eu procuro ser meticuloso na pesquisa e ser o mais fiel nos detalhes documentados. Queria pegar uma ampla gama de influencias, a paisagem é ampla etérea. Removendo os elementos de modernidade tais como armas, televisões ou fones de ouvidos, consegui criar um hibrido entre o velho mundo e novo mundo”.
Admita-se que o peso da narrativa é uma historia de amor entre vários estilos de amor, estrelado por Dodola e Zâmbia, “duas pessoas que vivem em purgatório entre as sete camadas do céu e as sete camadas do inferno, um campo de batalha entre a feiura e a beleza espiritual” o espaço dos acontecimentos fluem.
Mas o experiente escritor e artista enfatiza que conexões entre as religiões Abraão, judaísmo, cristianismo e islamismo, unem mais coisa que os separam, Thompson achou delicioso a parte sobre crença esotérica como Cabala, o Gnosticismo e Sufismo:
“Todas as questões estão focadas em uma percepção do êxtase divino. A religião é uma instituição humana que só cria limites entre povos e culturas. No entanto, todas as pessoas compartilham uma espiritualidade comum, querem eles admitam ou não”.
E nesses cruzamentos de esotérico Habibi é uma realidade brutal, a sua estrutura de trabalho complexa, e os quadrinhos seguem estilo “molduras mágicas” ou um Sudoku, ou um talismã do norte da Áfricacontendo nove cartas em árabes localizados em uma grade de 3×3. Assim cada capitulo do romance é tematicamente projetado com base nessas regras, mas ao mesmo tempo a sua estrutura é linear e envolvente através da homenagem ao conto As Mil e Uma Noites.
Indiferente aos caminhos que ao cenário dos quadrinhos independentes segue o autor contorna o habitual tom autobiográfico que muitos romancistas da nossa geração que emprega: exagero acima de tudo as virtudes da arte e do amor que o artista tem pela a cidade grande em que ele abraça uma historia multifacetada, original e surpreendente na medida em que tenha explorado o sucesso de novas técnicas de narrativa gráfica.
“No final qualquer projeto é sempre apenas o suficiente do que você faz e a ansiedade de explorar novas capacidades e gêneros te faz sentir diferente de tudo que você presenciou”.
Se sua carreira continua na mesma direção e caminho, é compreensivo que; seu próximo trabalho será simultaneamente melhor, mas mantendo o seu frescor.

Outras Publicações – Gratis  – Issuu

Fonte: Elcultural
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